21 de set. de 2009
O Mal de Alzheimer - Coluna do Estevão
por Estevão Cubas (acadêmico de Medicina da UnB)
Conhecido por alguns como “Mal do século” ou “epidemia silenciosa”, a doença de Alzheimer foi documentada pela primeira vez em 1906, pelo médico Louis Alzheimer. Tendo como maior fator de ocorrência a idade avançada, o Mal de Alzheimer se apresenta crítico á sociedade atual por ser altamente debilitante, não ter cura e contar com uma população cada vez mais envelhecida. Com estimativas de passar dos atuais cerca de 20 milhões de pacientes afetados hoje em dia para 34 milhões em 2025, a doença apresenta desafios e promessas de remédios que possam evitar seu aparecimento e retardar sua evolução.
O Mal de Alzheimer é característico por trazer diminuição de memória (especialmente da recente), dificuldade de raciocínio lógico, temporal e espacial, e diversas alterações comportamentais. Os remédios atualmente disponíveis se limitam, basicamente, a retardar o agravamento do quadro, atuando por mecanismos bioquímicos que visam a uma melhor atuação dos neurônios ainda existentes.
A manifestação da doença ocorre devido a uma atrofia do córtex cerebral, por assim dizer. Há morte generalizada de neurônios do córtex, e há também presença de alterações características de estruturas do lobo temporal, como o hipocampo e a amígdala (estrutura do Sistema Nervoso Central, não relacionada com as tonsilas faríngeas, as “amígdalas” da garganta). O acometimento neuronal é evidenciada pelas duas alterações características da doença de Alzheimer: placas neuríticas e novelos neurofibrilares.
As placas neuríticas são corpúsculos condensados de proteína: a proteína Beta Amilóide A/4. Essas condensações protéicas ficam no centro de anéis formados por restos de neurônios anormais. A beta amilóide é derivada de uma proteína transmembranácea neuronal, a PPA (Precursora da Proteína beta Amilóide). Encontrada majoritariamente em terminações nervosas, a PPA sofre alterações que culminam no seu acúmulo em grânulos protéicos insolúveis, sendo estes os constituintes dos centros das placas neuríticas.
Os novelos neurofibrilares, por sua vez, são alterações no citoplasma dos neurônios corticais, atingindo especialmente o lobo temporal. Nos neurônios piramidais, devido á disposição citoplasmática característica desses neurônios, os novelos se apresentam com um formato de “chama de vela”. A constituição dos novelos neurofibrilares são emaranhados de proteína Tau e microtúbulos. A função da proteína Tau é justamente estabilizar essas estruturas axoplasmáticas neuronais, mas devido a uma fosforilação excessiva a proteína perde sua função estabilizadora e acaba originando os novelos.
Que há lesões características da Doença de Alzheimer, disso não há dúvida. A questão, porém, é o significado dessas alterações. Causa ou conseqüência? As placas neuríticas e os enovelamentos neurofibrilares são o fator que traz a morte dos neurônios próximos, os são o próprio resultado da morte neuronal, por outros fatores? Não há certeza. Não está claro se o foco deve estar em combater a formação dessas estruturas (assumindo que são elas que vão causar mais mortes neuronais), ou se seu aparecimento é um simples sinal de que a morte ou lesão já ocorreu.
Pode parecer uma questão trivial, filosófica – ao menos para aqueles de nós que ainda temos uma imensa carga de pouco conhecimento. Mas não é. Essa questão é justamente o que define os rumos que serão tomados pelas pesquisas. Toda a problemática bioquímica enzimática e de aglomeração protéica e de excessos fosfolirativos é que dão as cartas de onde e como a solução aparecerá.
A acetil colina
A acetilcolina é o neurotransmissor mais afetado no Mal de Alzheimer. Envolvido nos processos de transmissão nervosa no SNC. Sintetizada pela colina acetil-transferase, a partir de Colina e de Acetil Co-A, a acetilcolina se encontra extremamente reduzida nos cérebros de pacientes portadores de mal de Alzheimer, estando a atividade da colina acetil-transferase diminuída de 40 a 90%. Além disso, a própria disponibilidade de Acetil-Coa também se encontra alterada. Neuropeptídeos (somatostatina), sistemas catecolaminérgicos e serotoninérgicos e aminoácidos como GABA e glutamanto também estão afetados.
Nota do MHL:
Falta neste texto falar dos oligômeros solúveis de PPA, que são a novidade de uns anos para cá.
10 de set. de 2009
Resultado da Seleção de Painéis

Painéis selecionados:
Neurotransmissores - João Bosco Lacerda (medicina)
Extremos - Naira Oliveira Ferreira (medicina)
Radicais Livres - Pedro Victor Anis (medicina)
Obesidade - Larissa Mazocco (nutrição)
Nutrição - Flávio Teixeira (nutrição)
Envelhecimento - Pedro Rafael (medicina)
Diabetes - Gabriela Maria Silva (medicina)
Corticóides - Aline Xavier Maboni (nutrição)
Colesterol - João Gabriel Marques (nutrição)
Exercício - Pedro Felipe Silva (grupo misto - medicina + nutrição)
Só Blog:
História da Insulina - João Paulo Lima (medicina)
Síndrome Metabólica - Gabriela Barbieri (grupo misto)
Temas Restantes:
Etanol, Esteatose, Cirrose e Alcoolismo
Os alunos que não forem selecionados nessa segunda etapa terão ainda outra oportunidade de seleção; os novos temas, porém, serão divulgados posteriormente.
Até mais!
26 de ago. de 2009
Painel e Blog
Como foi explicado hoje mais cedo, todos deverão formar grupos de 5 integrantes (para fazer Painel) ou 4 integrantes (para fazer Só blog), mais detalhes podem ser conferidos na ementa, e devem enviar um projeto sobre o tema que escolherem para o e-mail dos tutores (topicos_2001@yahoo.com) até o dia 04 de setembro (último dia).
Todos os e-mails devem ter os seguintes dados:
- O assunto do e-mail deve ser o nome do painel/blog escolhido como primeira prioridade
- No texto do e-mail, deve-se colocar:
1- Ordem de prioridade dos temas escolhidos (indicando se é Painel ou Só blog)
2- Nome, matrícula e curso dos integrantes do grupo
3- Nome, e-mail, telefone e celular do coordenador do grupo*
*um dos alunos deve ser identificado como coordenador apenas para que o tutor responsável possa se comunicar inicialmente
- Projetos anexados (um arquivo com cada tema) devidamente identificados e com os dados do grupo após o texto
Para fazer o projeto, temos algumas recomendações:
- Depois de escolherem o tema, verifiquem os blogs dos semestres anteriores para saber o que normalmente é abordado
- Proponham novos assuntos que lhes interessem e tenham relevância bioquímica de acordo com o tema escolhido
- Evitem explicar muitos conceitos e definições sobre o tema, o mais importante agora é determinar o que vocês pretendem abordar, e não fazer um resumo sobre o assunto
- Para aqueles grupos que solicitarem fazer Painel, sugerimos que todos os alunos do grupo só peçam o tema se tiverem segurança de falar em público (se você não gosta de apresentar seminários, é melhor escolher a opção Só blog)
Fiquem atentos a novas publicações no Blog regularmente
Abaixo vai um projeto selecionado no semestre passado, para servir como guia:
O ser humano, assim como qualquer outro ser vivo, possui limites. Limites, estes, que muitas pessoas alcançam por vontade própria, por profissão ou mesmo por acidente. Ao encontrá-los, muitas vezes, não há mais volta: danos irreversíveis ou tratáveis até certo ponto podem ocorrer. Mas sempre se aprende alguma coisa com eles, pois é dessa forma que há a descoberta de novos tratamentos, novas máquinas e novos modos de viver. Muito do que se aprendeu nos séculos passados só foi possível porque alguém explorou barreiras e estudou-as para melhor entendê-las, nem sempre com o próprio corpo, mas também com a reação em animais ou plantas.
Até mais!
25 de ago. de 2009
Ementa BioBio - 2009-2
O arquivo também está disponível no e-mail da turma de biobio!
3 de ago. de 2009
Resultado de Tópicos

Segue abaixo a lista dos novos alunos de Tópicos:
Bom final de férias a todos e até terça!
29 de jul. de 2009
Bibliografia

2) Lehninger, A. L.; Nelson, D. and Cox, M. M., Princípios de Bioquímica, 4° edição, Sarvier (Almed), 2006.
3) Devlin, T., M. Manual de Bioquímica com correlações clínicas , 6° edição, Edgard Blucher, 2007.
4) Stryer, L., Biochemistry, 5th edition, W. H. Freeman and Company, New York, 2001.
5) Voet, D. & Voet, J., Bioquímica, 3° edição, Artmed, 2006.
25 de jul. de 2009
Aumento do Prazo para envio do pedido para cursar Tópicos
22 de jul. de 2009
Tópicos em Bioquímica 2º/2009

13 de jul. de 2009
BioBio - Turma B - menções
Vejam acima (clique para ampliar) as notas finais e menções de 2/3 da Turma B. Desse grupo de alunos apenas dois foi reprovado. No outro extremo, tivemos seis menções SS (marquei SS para aqueles com nota final acima de 8,8).
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Abaixo estão as menções do restante da turma (clique para ampliar). Neste grupo, as duas reprovações foram de pessoas que abandoram BioBio. Tivemos ainda três menções SS.
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Como relação a revisão de notas, ver o que escrevi no post logo abaixo, sobre a Turma A.
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abraços e boas férias
Marcelo Hermes
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Em tempo:
Na verdade, foram 10 menções SS na turma B. Um aluno que tirou 8,96 deveria ter ficado com SS. Isso será corrigido em agosto, quando as aulas voltarem.
BioBio - Turma A - menções
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Apenas dois alunos não passaram, sendo que um abandonou BioBio.
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Para aqueles que querem revisão de alguma nota parcial e/ou menção, terão que fazer uma solicitação oficial no Depto de Biologia Celular. Cada nota foi corrigida pelo menos duas vezes, com extremo cuidado. Dicifilmente alguma nota poderá subir.
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Espero ver alguns de vocês em Tópicos no semestre que vem.
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abraços,
MHL
Notas de BioBex
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Estas são as notas do trabalho sobre dietas low carb x diabetes tipo II. A maior parte da turma foi super bem.
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Não iremos postar no blog as outras notas de BioBex, de responsabilidade de outros professores.
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MAIS:
Vejam um trabalho Nota 10, clicando aqui.
12 de jul. de 2009
Gabriel: o novo chefe dos monitores
Novo chefe dos monitores, para 2009-2: é o aluno da turma Med88, Gabriel de Carvalho. Ele foi monitor de neurotransmissores este semestre e aluno-SS de Tópicos em Bioquímica 1.
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Clique na imagem para ampliar.
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Agradecemos à Renata Miranda (veja ela aqui) pelo excelente trabalho como chefe dos monitores em 2009-1.
Paper usado na prova de 9 horas
A prova de 9 horas foi baseada neste paper acima, de 2007. Para ter acesso a ele, sem custos, clique no link abaixo:
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http://ajpendo.physiology.org/cgi/content/full/293/1/E327
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Para os interessados em se aprofundar nos conhecimentos sobre diabetes tipo II, resistência a insulina, obesidade e esteatose vale a pena ler-de-verdade o artigo. Iremos discutir este artigo na próxima turma de Tópicos, em 2009-2.
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Um erro recorrente na prova de 9 horas foi o pessoal assumir que músculo transforma glicose em ácidos graxos e assim forma suas reservas de TG. Não é verdade. O acûmulo de TG no músculo (esquelético ou cardíaco) se dá pelo uptake de ácidos graxos circulantes (seja na forma "livre" ou não). O músculo não tem a via de biossíntese de ácidos graxos.
Pontos extras (na média) de BioBio
11 de jul. de 2009
Correlação entre provas (9 Horas x Egle)
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Nota-se dois grupos de alunos. Os marcados pela linha vermelha, tiraram melhores notas na prova Nove Horas que os marcados pela linha verde, relativo aos resultados da prova da Egle. Isso pode indicar que um grupo da turma (os vermelhos) resolveu ralar mais (i.e., estudar) entre uma prova e outra.
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A nota média na prova da Egle (valendo 7,0 pontos) foi de 4,188 (n=75), ou seja 59,8% de 10 pontos.
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No caso da prova de 9 Horas, ajustada para 8,8 pontos (sem a SuperQ), a nota média foi 5,93 (n=74), ou seja, 67,4% de 10 pontos.
Turma B: Prova V-ou-F e seminários/blogs
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Atenção: A nota média da prova de V ou F (não incluindo 0,5 extras dos questionários-MHL) foi de 6,14, contando as turmas A e B.
9 de jul. de 2009
Notas dos blogs e seminários
Mais fotos de BioBio 2009-1
7 de jul. de 2009
Sobre a prova de NOVE horas
Oi pessoal de BioBio,3 de jul. de 2009
Provas antigas de V ou F
30 de jun. de 2009
Avisos importantes!
Olá alunos de Biobio!Alguns recadinhos para vocês...
1) Está disponível HOJE a SuperQ da prova de 9 horas. No email coletivo da turma (biobiounb@gmail.com - a senha voces sabem qual é).
O prazo para entrega da SuperQ é sexta 03/06 até 19h! Vocês devem ler as instruções no documento da questão e enviar para (topicos_2001@yahoo.com - este email não tem ".br").
2) O prazo de entrega de todos os blogs é 6a feira (03/07), até às 12h!!!
3) A prova de V ou F será 5a feira (dia 09/06). Estudem!!
4) Trabalho de BioBex sobre Low carb versus diatebes. O prazo de entrega é segunda feira até o meio dia. Deve ser enviado para o email dos monitores (topicos_2001@yahoo.com - este email não tem ".br").
Abraços,
Equipe de Monitores de Biobio
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Para recordação:
Clique aqui para abrir a prova de 9 horas de 2009-1
29 de jun. de 2009
24 de jun. de 2009
Endereços dos blogs!
Já está na hora de se preocupar com as provas de V/F, não é mesmo?
Por isso, vamos postar todos os endereços de blogs para que vocês já se antecipem e estudem. É só clicar no nome do tema que você quer ver, e o blog abrirá.

Bioquímica da Nutrição
Bioquímica da Obesidade
Bioquímica do Envelhecimento
Bioquímica do Diabetes
Bioquímica dos Neurotransmissores
Bioquímica do Exercício
Bioquímica do Colesterol, Ácidos Graxos Trans e Ômega 6/3
Radicais Livres, Antioxidantes e Ferro
Extremos da Tolerância Humana
Corticóides e Hormônios da Tireóide
História da Insulina
História da Pelagra
Dietas de Low Carb
Bons estudos!
Equipe de Monitores 1º/2009
14 de jun. de 2009
NOTAS DO II Módulo- Prof. Egle
Essas são as notas do II Módulo...
IMPORTANTE: Vale lembrar que a NOTA DA PROVA DO II MÓDULO e não a nota do módulo serve para vocês montaram as duplas pra prova de 9 horas, que será dia 30/06, uma terça-feira (no auditório 3 da FS).
(Clique na imagem para ampliar)
Não se esqueçam: as duplas devem ser compostas por alunos com notas que tenham diferença de 1,2 pontos no máximo na NOTA DA PROVA DO II MÓDULO.
Abraços,
Equipe de Monitores 1º/2009
26 de mai. de 2009
Datas de Apresentações!
Estamos postando as datas das apresentações dos seminários de vocês, tal qual consta na ementa que vocês receberam. Mas relembrar nunca é demais né? Isso é para depois não ter desculpa. E vamos lá que os prazos estão chegando, todos ao trabalho. Hehehe.
| Painéis | Data de Apresentação |
| Bioquímica do Colesterol, ácidos graxos trans e ômega 6/3 | 03/06/09 |
| Corticóides e Hormônios da Tireóide | 03/06/09 |
| Bioquímica da Obesidade | 10/06/09 |
| Bioquímica do Exercício | 10/06/09 |
| Bioquímica do Diabetes | 17/06/09 |
| Bioquímica da Nutrição | 17/06/09 |
| Bioquímica do Envelhecimento | 24/06/09 |
| Radicais Livres, Antioxidantes e Ferro | 24/06/09 |
| Bioquímica dos Neurotransmissores | 01/07/09 |
| Extremos da Tolerância Humana | 01/07/09 |
Abraços,
Equipe de Monitores 1º/2009
10 "Melhores Momentos" dos Blogs de 2008-1 e 2008-2 Selecionados por MHL
O prof. MHL selecionou 10 "melhores momentos", por assim dizer, dos blogs do ano passado. Seguem como modelo de inspiração e espelho para o blog de vocês.
10 "Melhores Momentos" dos Blogs de 2008-1 e 2008-2 Selecionados por MHL
25 de mai. de 2009
Dietas: controle, cetogênica, high fat e com restrição calórica
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Os resultados das medidas corporais são avaliados: surpresa inicial, seguida de reflexão. Três das dietas do estudo contavam com a mesma quantidade calórica: contudo, a controle permaneceu com peso constante, a high fat engordou e a cetogênica emagreceu. Avaliando-se os resultados, contatou-se que a dieta cetogênica havia emagrecido tanto quanto a de restrição calórica! Ambas haviam perdido cerca de 20% de sua massa inicial, a custo de uma redução de 1/3 nas calorias ingeridas ou na redução brutal do nível de carboidratos ingerido (de cerca de 50% para aproximadamente 0.7%). O que resta responder é a pergunta: por quê?21 de mai. de 2009
Como fazer um blog?
Aqui é o Augusto, monitor/tutor de grupos "Só Blog". Aparentemente, a grande maioria de vocês tem dúvida sobre como montar um blog. Vou colocar nesse post uns tutoriais que podem ajudar vocês... Não estou tendo tempo para poder sentar com cada grupo individualmente e sanar as dúvidas de vocês.
A minha idéia é que vocês tentem como eu tentei, sozinhos. E se tiverem dúvidas, me mandem um e-mail para que eu possa, eventualmente, saná-las.
O que são tutoriais? Os tutoriais são guias que vão dar um passo-a-passo de como montar blog. Infelizmente, não existe um mega-hiper tutorial que ensina tudo, eles estão separados em pequenos tutoriais com assuntos específicos... De qualquer forma, seguem os links.
http://www.blogcatalog.com/search.frame.php?term=tutoriais+blogger&id=748c209a4d0e1a101820fd551534cbed
http://www.bloggersphera.com/search/label/Basico%20Blogger?max-results=20
http://www.blogtemplates.info/2007/06/dicas-e-tutoriais-para-personalizar-seu.html
http://www.blogcatalog.com/search.frame.php?term=tutoriais+blogger&id=a75f08f54603486b0e2a6b8a3b00ac75
Boa sorte com a montagem do blog de vocês, e espero que vocês se divirtam.
Abraços,
Augusto Arcanjo (monitor de grupos Só Blog)
18 de mai. de 2009
Memória e (alta) altitude
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O resultado teve seus prós e contras: por um lado, todos participaram, construindo um conhecimento relativamente mais abrangente; por outro, não houve a clássica discussão ( a "caça aos vieses"), cabendo uma parcela bem menor de responsabilidade aos alunos responsáveis por apresentar o estudo - justamente aqueles que mais sabiam. No fim das contas, houve acréscimo de conhecimento, sim, mas não houve aprimoramento da capacidade crítica.O artigo, finalmente. Objetivo: " Investigar as mudanças comportamentais, bioquímicas e morfológicas depois de exposição a diferentes durações de Hipóxia Hipobárica". A Hipóxia (baixos níveis de Oxigênio) se caracterizou como Hiperbárica tendo como objetivo imitar altas altitudes: no caso, ao se imitar a altitude de 6.100m, uma baixa pressão foi necessária para refletir a realidade. Diversos ratinhos foram divididos em 5 grupos. Deixando-se um grupo para controle (em normóxia), os grupos restantes se diferenciaram pelo tempo em que foram expostos ás condições do experimento: 3, 7, 14 e 21 dias de exposição.
O que motivou o estudo foi a avaliação dos diversos efeitos da Hipóxia Hiperbárica (HH), principalmente tendo-se em vista o curioso efeito da HH sobre a memória espacial dos animais em questão. Através de análises por software, foi disponibilizada no artigo uma análise de um dos testes realizados pelos ratinhos.
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O teste consistia em deixar os animais em um "labirinto de água", sendo que, em todo o percurso, só havia uma plataforma oferecendo possível ponto de apóio. Os animais eram deixados em um determinado ponto do labirinto, sendo ajudados nos primeiros testes pelos cientistas; depois, o caminho devia ser feito exclusivamente pelos ratos. Vários testes destes foram realizados para cada rato de cada grupo, sendo feito em situação de HH ou em situação de normóxia. A comparação entre os diferentes testes é chocante: existe diferença absurda entre o grupo controle e os outros - enquanto estes pareceram sequer melhorar com o treino, aqueles aprenderam a realizar rapidamente o caminho, fazendo-o progressiva e mais eficientemente. Na figura disponibilizada, o traço característico do grupo de normóxia
era reto, enquanto que os dos outros grupos dificilmente poderiam ser mais tortuosos.A principal razão encontrada foi lesão celular: apoptose de neurônios nas áreas hipocampal, estriada e cortical. Essas áreas estão relacionadas com a memória espacial, movimentação e planejamento motor cortical. A apoptose é um tipo especial de morte celular: é a morte celular programada (no caso, mediada por caspases). No estudo em questão, as alterações verificadas se deveram, basicamente, ao estresse oxidativo presente devido á alteração do ambiente oxidativo. O estresse oxidativo (situação de preponderância de espécies reativas de oxigênio/nitrogênio em relação a mecanismos de proteção anti-oxidativos intrínsicos do organismo) foi verificado basicamente por espectrofotometria, e sendo avaliados entre outros a taxa GSH/GSSG, SOD, resultados de colorações de Nissle e identificação de células piknóticas (células com DNA fragmentado), análise de ramificações dendríticas e medidas de peroxidação lipídica. A medida de GSH/GSSG (relação entre glutationa reduzida por glutationa oxidada) teve como objetivo verificar o quanto do arsenal de glutationa reduzida - que neutraliza radicais livres - havia sido utilizado; a SOD também está envolvida em processos de neutralização de radicais livres, tranformando compostos altamente reativos em peróxido de hidrogênio (metabolizado, depois, pela catalase); a identificação de células pknóticas e das ramificações dentríticas teve como objetivo verificar o nível de dano a estruturas intracelulares, desde ramificações até mesmo material nucléico; e, por último, vem a análise da peroxidação lipídica, como avaliação do dano efetivamente realizado pelas espécies reativas á superfície celular. Várias medidas de diferentes compostos também foram realizadas avaliando-se a composição do sobrenadante (parte de densidade específica em uma mistura após centrifugação) das áreas do SNC em questão.
Como era de se esperar, foi verificado dano devido á mudança do ambiente oxidativo intra e intercelular. A menor quantidade de Oxigênio teve como consequência uma quantidade insuficiente de receptores finais de elétrons no final das cadeias oxidativas de obtenção energia (afinal, o Oxigênio é esse receptor, que acaba se transformando em água ao receber os elétrons e prótons vindos de compostos metabólicos oriundos do Ciclo de Krebs). Com elétrons sem receptores no final dos processos, a reatividade do sistema aumentou, e os danos decorrentes das reações ocorridas trouxeram o resultado comportamental observado no teste do labirinto.
Um questão de relevância presente no estudo foi a progressão das sequelas e danos pelo tempo de estado em HH. Como se esperaria, de um modo geral quanto maior o tempo de exposição maior o dano decorrente dele, isso valendo para o dia 7 em relação ao dia 3 e para o dia 14 em relação ao dia 7. Contudo, os efeitos adversos começaram a diminuir no dia 21, ao invés de apresentarem danos maiores ainda que os verificados no dia 14. Isso se deveu, principalmente, a uma adaptação do sistema de defesa anti-oxidante para a nova situação apresentada, o que configura o início do processo de recuperação do organismo em relação á situação adversa apresentada.
Estêvão Cubas
4 de mai. de 2009
Análises de estresse oxidativo
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Até então, situação ótima. Mas os organismos nem sempre atuam em normalidade: por diversas vezes, somos expostos a situações em que esse equilíbrio pode ser substancialmente alterado. Um exemplo (abordado em um dos painés sobre radicais livres do semestre passado - inclusive de autoria deste que vos fala) é o estresse oxidativo pós-isquemia, onde a inundação de sangue em tecidos deixados por um tempo sem perfusão traz uma inundação de oxigênio, tendo como consequência um número grande demais de espécies reativas desse composto, que afeta as estruturas agora oxigenadas. E é justamente essa idéia que está presente não só em procedimentos cirúrgicos, mas em diversos fatos da natureza.
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Tomemos como exemplo a hibernação de diversos animais, como, por exemplo, de esquilos (o que também foi feito pelo artigo). Esses animais, durante os períodos em que ficar em ritmos metabólicos normais seria insuportavelmente difícil, entram em uma depressão metabólica. A demanda metabólica geral passa a ficar significativamente reduzida, por uma menor atividade de todos os tecidos, e o consumo de oxigênio, como consequência, também diminui. Então, em determinado momento, esses animais saem da hibernação. O O2, "entrando em cascatas pelas narinas agora sim abertas com todo seu potencial", passa a estar presente em valores bem acima do que até então estava presente, e a questão do estresse oxidativo surge. Surge, mas onde surge? É essa pergunta que o artigo vem responder.
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Foram analisados esquilos do Ártico coletados em três diferentes anos: 1999, 2000 e 2002. Desses animais, foram feitas análises procurando marcadores bioquímicos de estresse oxidativo no tecido adiposo marrom, no fígado, e no córtex cerebral. Além disso, tentou-se avaliar (mas sem resultados conclusivos), o efeito de aplicação de ascorbato oxidase no estresse oxidativo observado (a ascorbato oxidase age sobre o ácido ascórbico - vulga vitamina C, que tem atuação anti-oxidante). Como modelo de comparação para valores referenciais, utilizaram-se ratos, espécie que é bem conhecida, com valores de marcadores de estresse oxidativo bem estipulados. Colocados em baixa temperatura (que foi adaptada para esquilos em hibernação e ratos em condições normais), os animais foram avaliados quanto á valores de peroxidação lipídica, carbonil, e índice Glutationa oxidada\Glutationa reduzida, expressando o total de espécies reativas neutralizadas.
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Os esquilos estavam divididos em três grupos: acordados, durante a hibernação, e em transição (voltando para níveis metabólicos normais: acordando). A análise dos indicadores permitiu avaliar o nível de estresse oxidativo presente em cada situação. Dos tecidos analisados, somente o tecido adiposo marrom mostrou variação significativa - o que faz todo sentido: envolvida com a produção de energia, as células da gordura marrom apresentam processos metabólicos oxidativos intensos, com consequentes altos níveis de, por exemplo, carbonil, verificado no estudo. E em que situação: animais acordados, hibernando ou saindo da hibernação? O estresse oxidativo foi verificado mais intensamente nos animais em transição, saindo da hibernação - o que, outra vez, faz todo o sentido: nos outros dois estados, havia equilíbrio entre mecanismos de proteção e espécies reativas.
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A discussão do artigo levantou vários pontos, sendo a maioria relacionada com a preocupação da influência de métodos sobre resultados. As principais foram se a anestesia não teria influenciado, em certa medida, os resultados encontrados (somente foi aplicada anestesia, para efetuação da biópsia, em animais acordados); e se o fato de se escolher uma espécie tão diferente quanto os ratos, e ainda em temperatura ambiente da dos esquilos, não teria sido significativo.
Como curiosidades, dois fatos marcantes: a descoberta de que, pela mudança de latitude e longitude, pela mudança de ambiente e pelo estresse psicológico do processo, 1\3 em exames de laboratório que deveriam estar hibernando não estiveram: um fenômeno conhecido como sazionalidade, que afeta grande número de pesquisas relacionadas com esse tema. A outra, e a mais marcante, é a de que o ácido úrico, também analisado como marcador, é um dos principais anti-oxidantes dos organismos que o tem como parte de seus processos metabólicos.
Estêvão Cubas

(Um leve estímulo á Ciência brasileira)