21 de set. de 2009

O Mal de Alzheimer - Coluna do Estevão

O Mal de Alzheimer
por Estevão Cubas (acadêmico de Medicina da UnB)

Conhecido por alguns como “Mal do século” ou “epidemia silenciosa”, a doença de Alzheimer foi documentada pela primeira vez em 1906, pelo médico Louis Alzheimer. Tendo como maior fator de ocorrência a idade avançada, o Mal de Alzheimer se apresenta crítico á sociedade atual por ser altamente debilitante, não ter cura e contar com uma população cada vez mais envelhecida. Com estimativas de passar dos atuais cerca de 20 milhões de pacientes afetados hoje em dia para 34 milhões em 2025, a doença apresenta desafios e promessas de remédios que possam evitar seu aparecimento e retardar sua evolução.

O Mal de Alzheimer é característico por trazer diminuição de memória (especialmente da recente), dificuldade de raciocínio lógico, temporal e espacial, e diversas alterações comportamentais. Os remédios atualmente disponíveis se limitam, basicamente, a retardar o agravamento do quadro, atuando por mecanismos bioquímicos que visam a uma melhor atuação dos neurônios ainda existentes.

A manifestação da doença ocorre devido a uma atrofia do córtex cerebral, por assim dizer. Há morte generalizada de neurônios do córtex, e há também presença de alterações características de estruturas do lobo temporal, como o hipocampo e a amígdala (estrutura do Sistema Nervoso Central, não relacionada com as tonsilas faríngeas, as “amígdalas” da garganta). O acometimento neuronal é evidenciada pelas duas alterações características da doença de Alzheimer: placas neuríticas e novelos neurofibrilares.

As placas neuríticas são corpúsculos condensados de proteína: a proteína Beta Amilóide A/4. Essas condensações protéicas ficam no centro de anéis formados por restos de neurônios anormais. A beta amilóide é derivada de uma proteína transmembranácea neuronal, a PPA (Precursora da Proteína beta Amilóide). Encontrada majoritariamente em terminações nervosas, a PPA sofre alterações que culminam no seu acúmulo em grânulos protéicos insolúveis, sendo estes os constituintes dos centros das placas neuríticas.

Os novelos neurofibrilares, por sua vez, são alterações no citoplasma dos neurônios corticais, atingindo especialmente o lobo temporal. Nos neurônios piramidais, devido á disposição citoplasmática característica desses neurônios, os novelos se apresentam com um formato de “chama de vela”. A constituição dos novelos neurofibrilares são emaranhados de proteína Tau e microtúbulos. A função da proteína Tau é justamente estabilizar essas estruturas axoplasmáticas neuronais, mas devido a uma fosforilação excessiva a proteína perde sua função estabilizadora e acaba originando os novelos.

Que há lesões características da Doença de Alzheimer, disso não há dúvida. A questão, porém, é o significado dessas alterações. Causa ou conseqüência? As placas neuríticas e os enovelamentos neurofibrilares são o fator que traz a morte dos neurônios próximos, os são o próprio resultado da morte neuronal, por outros fatores? Não há certeza. Não está claro se o foco deve estar em combater a formação dessas estruturas (assumindo que são elas que vão causar mais mortes neuronais), ou se seu aparecimento é um simples sinal de que a morte ou lesão já ocorreu.

Pode parecer uma questão trivial, filosófica – ao menos para aqueles de nós que ainda temos uma imensa carga de pouco conhecimento. Mas não é. Essa questão é justamente o que define os rumos que serão tomados pelas pesquisas. Toda a problemática bioquímica enzimática e de aglomeração protéica e de excessos fosfolirativos é que dão as cartas de onde e como a solução aparecerá.

A acetil colina
A acetilcolina é o neurotransmissor mais afetado no Mal de Alzheimer. Envolvido nos processos de transmissão nervosa no SNC. Sintetizada pela colina acetil-transferase, a partir de Colina e de Acetil Co-A, a acetilcolina se encontra extremamente reduzida nos cérebros de pacientes portadores de mal de Alzheimer, estando a atividade da colina acetil-transferase diminuída de 40 a 90%. Além disso, a própria disponibilidade de Acetil-Coa também se encontra alterada. Neuropeptídeos (somatostatina), sistemas catecolaminérgicos e serotoninérgicos e aminoácidos como GABA e glutamanto também estão afetados.

Nota do MHL:
Falta neste texto falar dos oligômeros solúveis de PPA, que são a novidade de uns anos para cá.

10 de set. de 2009

Resultado da Seleção de Painéis


Por enquanto, esses foram os grupos selecionados para fazer Painel ou Só Blog. Aqueles alunos que não foram selecionados ainda deverão enviar um novo pedido até o dia 17/09 (quinta-feira) solicitando algum dos temas de Só Blog restantes (lembrando que o grupo deverá ter 4 integrantes.)


Painéis selecionados:

Neurotransmissores - João Bosco Lacerda (medicina)

Extremos - Naira Oliveira Ferreira (medicina)

Radicais Livres - Pedro Victor Anis (medicina)

Obesidade - Larissa Mazocco (nutrição)

Nutrição - Flávio Teixeira (nutrição)

Envelhecimento - Pedro Rafael (medicina)

Diabetes - Gabriela Maria Silva (medicina)

Corticóides - Aline Xavier Maboni (nutrição)

Colesterol - João Gabriel Marques (nutrição)

Exercício - Pedro Felipe Silva (grupo misto - medicina + nutrição
)


Só Blog:

História da Insulina - João Paulo Lima (medicina)

Síndrome Metabólica - Gabriela Barbieri (grupo misto)

Temas Restantes:
Dietas Low Carb

História do Colesterol

Etanol, Esteatose, Cirrose e Alcoolismo
Bioquímica da Doença de Alzheimer

Os alunos que não forem selecionados nessa segunda etapa terão ainda outra oportunidade de seleção; os novos temas, porém, serão divulgados posteriormente.


Até mais!

26 de ago. de 2009

Painel e Blog

Alunos de BioBio,


Como foi explicado hoje mais cedo, todos deverão formar grupos de 5 integrantes (para fazer Painel) ou 4 integrantes (para fazer Só blog), mais detalhes podem ser conferidos na ementa, e devem enviar um projeto sobre o tema que escolherem para o e-mail dos tutores (topicos_2001@yahoo.com) até o dia 04 de setembro (último dia).


Todos os e-mails devem ter os seguintes dados:

  • O assunto do e-mail deve ser o nome do painel/blog escolhido como primeira prioridade
  • No texto do e-mail, deve-se colocar:

1- Ordem de prioridade dos temas escolhidos (indicando se é Painel ou Só blog)

2- Nome, matrícula e curso dos integrantes do grupo

3- Nome, e-mail, telefone e celular do coordenador do grupo*

*um dos alunos deve ser identificado como coordenador apenas para que o tutor responsável possa se comunicar inicialmente

  • Projetos anexados (um arquivo com cada tema) devidamente identificados e com os dados do grupo após o texto

Para fazer o projeto, temos algumas recomendações:

- Depois de escolherem o tema, verifiquem os blogs dos semestres anteriores para saber o que normalmente é abordado


- Proponham novos assuntos que lhes interessem e tenham relevância bioquímica de acordo com o tema escolhido

- Evitem explicar muitos conceitos e definições sobre o tema, o mais importante agora é determinar o que vocês pretendem abordar, e não fazer um resumo sobre o assunto

- Para aqueles grupos que solicitarem fazer Painel, sugerimos que todos os alunos do grupo só peçam o tema se tiverem segurança de falar em público (se você não gosta de apresentar seminários, é melhor escolher a opção Só blog)


Fiquem atentos a novas publicações no Blog regularmente

Abaixo vai um projeto selecionado no semestre passado, para servir como guia:


Extremos da Tolerância Humana


O ser humano, assim como qualquer outro ser vivo, possui limites. Limites, estes, que muitas pessoas alcançam por vontade própria, por profissão ou mesmo por acidente. Ao encontrá-los, muitas vezes, não há mais volta: danos irreversíveis ou tratáveis até certo ponto podem ocorrer. Mas sempre se aprende alguma coisa com eles, pois é dessa forma que há a descoberta de novos tratamentos, novas máquinas e novos modos de viver. Muito do que se aprendeu nos séculos passados só foi possível porque alguém explorou barreiras e estudou-as para melhor entendê-las, nem sempre com o próprio corpo, mas também com a reação em animais ou plantas.

Neste trabalho, tentamos explorar do comum ao incomum, do predisposto geneticamente ao ocorrido por fatores ambientais ou nutricionais. Ao explorar com certa abrangência o tema, podemos tornar o conhecimento da própria natureza humana mais interessante a um olho que era menos atento às situações que podemos nos encontrar. Da mesma forma, daremos a consciência àqueles que não respeitam o próprio corpo e o agridem sem saber.

Entre os tópicos apresentados, teremos a explanação das reações corpóreas a altas temperaturas e suas conseqüências em pessoas que normalmente estão expostas a elas (como bombeiros) que variam de leves à graves danos à várias regiões do corpo, como a córnea do globo ocular. Da mesma forma disporemos o inverso, como as células de um ser humano reagem a baixas temperaturas, dando um enfoque parecido na descrição de casos e conseqüências.

Além disso, discutiremos o metabolismo de pessoas com falta de sono, variando em grau de dia a semana, suas formas de responder à situação e maneiras que o corpo acha de proteger-se disso. Abordaremos casos como insônia crônica e a relação da substância cafeína com o corpo sem descanso.

Em trabalhos anteriores, já foi discutido como ma baixa disponibilidade de água nos afeta. Neste, trabalharemos de outra forma. Pegaremos uma situação incomum, como um naufrágio, e exporemos os efeitos que podem ser ocasionados por uma superexposição do organismo à água , o resultado celular de uma ingestão de água do mar e como bioquimicamente predadores percebem a presença de uma pessoa na água.

Discutiremos também as populares enxaquecas e dores de queimaduras de segundo e terceiro graus, dando enfoque bioquímico à relação dos hormônios envolvidos no estímulo de dores e alguns neurotransmissores como serotonina, explicando a forma como o corpo reage a dores crônicas e a altas intensidades de dor.



Até mais!


25 de ago. de 2009

Ementa BioBio - 2009-2

Para fazer download da ementa de BioBio (em PDF), clique aqui.

O arquivo também está disponível no e-mail da turma de biobio!

3 de ago. de 2009

Resultado de Tópicos


Segue abaixo a lista dos novos alunos de Tópicos:

Arthur Bernardo Gurgel Fernandes MED

Carolina da Silveira Alves MED

Cecília Ramos Fideles MED

Giselle Silva Garcia NUT

Isabella de Araújo Esteves Duarte NUT

Lais Mitsue Tanaka Gonçalves MED

Nathália Brandão do Nascimento NUT

Patrícia dos Santos do Amaral NUT

Rafael Fernandes Pessoa Mendes MED

Raquel Scafuto Barbosa de Castro NUT
Roney Vargas Barata MED

Thiago Henrique de Moraes Modesto MED

Vinícius Alves Bezerra MED

Wladimir Fernandes Bezerra MED



Bom final de férias a todos e até terça!

29 de jul. de 2009

Bibliografia


Esses são alguns livros recomendados para se estudar ao longo do semestre; mas é apenas uma sugestão, então sintam-se livres para buscarem outras fontes de estudo. Estão ordenados por ordem de preferência (só pra ajudar mesmo...), indicando principalmente os três primeiros:

1) Marzzoco, A. & Baptista, B., Bioquímica Básica, 3ª edição, Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2007.

2) Lehninger, A. L.; Nelson, D. and Cox, M. M., Princípios de Bioquímica, 4° edição, Sarvier (Almed), 2006.

3) Devlin, T., M. Manual de Bioquímica com correlações clínicas , 6° edição, Edgard Blucher, 2007.

4) Stryer, L., Biochemistry, 5th edition, W. H. Freeman and Company, New York, 2001.

5) Voet, D. & Voet, J., Bioquímica, 3° edição, Artmed, 2006.



Bons estudos!

25 de jul. de 2009

Aumento do Prazo para envio do pedido para cursar Tópicos


Gente, o prazo para mandar o pedido para cursar Tópicos aumentou!!! O prazo agora é até o dia 03/08, segunda- feira, até meio dia!!!! Então, aproveitem!!!

22 de jul. de 2009

Tópicos em Bioquímica 2º/2009


Tópicos em Bioquímica é uma matéria de 4 créditos de módulo livre ministrada às terças e quintas-feiras das 18 às 20h para alunos dos cursos de Nutrição e Medicina.
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O objetivo principal da matéria é capacitar os alunos a ler artigos científicos (papers) de modo crítico. Poucos alunos de gradução conseguem ler papers de forma adequada - quem faz Tópicos tem esse plus em sua formação.
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Para tanto, a cada semana, um dos alunos deve apresentar um artigo científico previamente escolhido aos demais colegas, que também devem ler os artigos, assistir à apresentação, comentar e criticar.
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Uma vez que os textos apresentados são majoritariamente em inglês, um pré-requisito para cursar Tópicos é que o aluno tenha boa capacidade de leitura e compreensão dessa língua (não precisa saber falar inglês)
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Os matriculados em tópicos exercem ainda atividades de orientação na disciplina Bioquímica e Biofísica, como tutoria de painéis, seminários, blogs, elaboração da prova de V ou F e fiscalização das provas do módulo do Marcelo Hermes.
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Dentre os alunos de Tópicos, 6 estudantes são selecionados para o posto de "monitores-monitores". Estes obtêm 2 créditos de monitoria, além dos 4 créditos de tópicos (totalizando 6 créditos), e devem esclarecer dúvidas de alunos, fiscalizar as provas de BioBio, corrigir a prova da Egle e ajudar na correção da prova de 9 horas.
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Tópicos costuma ser uma matéria bastante instigante e dinâmica, além de valiosa na formação de qualquer médico ou nutricionista, profissionais que lidam com atualizações constantes.
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Como pedir Tópicos:
Os alunos são selecionados entre os ex-alunos de Bioquímica e Biofísica que enviam seus pedidos para topicos_2001@yahoo.com até o dia 27 de julho de 2009, segunda-feira, às 18h. O e-mail deve conter: nome, matrícula, curso, notas de todas as provas, painéis, nível de inglês e um pequeno texto explicando seu interesse em cursar Tópicos.
O recebimento dos e-mails será confirmado até uma semana depois. Caso não receba confirmação, favor reenvie o e-mail.

13 de jul. de 2009

Votações de BioBio

Clique na imagem para ampliar.
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Para os leitores do blog que não são da Med ou Nut. Esta votação entre os alunos de BioBio aconteceu ANTES que eles soubessem as notas que tiveram em seus seminários e blogs.

BioBio - Turma B - menções

Oi pessoal,
Vejam acima (clique para ampliar) as notas finais e menções de 2/3 da Turma B. Desse grupo de alunos apenas dois foi reprovado. No outro extremo, tivemos seis menções SS (marquei SS para aqueles com nota final acima de 8,8).
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Abaixo estão as menções do restante da turma (clique para ampliar). Neste grupo, as duas reprovações foram de pessoas que abandoram BioBio. Tivemos ainda três menções SS.
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Espero ver semestre que vem alguns de vocês em Tópicos em Bioquímica.
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Como relação a revisão de notas, ver o que escrevi no post logo abaixo, sobre a Turma A.
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abraços e boas férias
Marcelo Hermes
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Em tempo:
Na verdade, foram 10 menções SS na turma B. Um aluno que tirou 8,96 deveria ter ficado com SS. Isso será corrigido em agosto, quando as aulas voltarem.

BioBio - Turma A - menções

Notas finais e menções da Turma A. Clique na imagem para ampliar.
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Apenas dois alunos não passaram, sendo que um abandonou BioBio.
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Para aqueles que querem revisão de alguma nota parcial e/ou menção, terão que fazer uma solicitação oficial no Depto de Biologia Celular. Cada nota foi corrigida pelo menos duas vezes, com extremo cuidado. Dicifilmente alguma nota poderá subir.
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Espero ver alguns de vocês em Tópicos no semestre que vem.
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abraços,
MHL

Notas de BioBex

Clique acima para ampliar.
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Estas são as notas do trabalho sobre dietas low carb x diabetes tipo II. A maior parte da turma foi super bem.
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Não iremos postar no blog as outras notas de BioBex, de responsabilidade de outros professores.
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MAIS:
Vejam um trabalho Nota 10, clicando aqui.

12 de jul. de 2009

Gabriel: o novo chefe dos monitores

Oi pessoal,
Novo chefe dos monitores, para 2009-2: é o aluno da turma Med88, Gabriel de Carvalho. Ele foi monitor de neurotransmissores este semestre e aluno-SS de Tópicos em Bioquímica 1.
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Clique na imagem para ampliar.
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Agradecemos à Renata Miranda (veja ela aqui) pelo excelente trabalho como chefe dos monitores em 2009-1.

Paper usado na prova de 9 horas

Oi pessoal,
A prova de 9 horas foi baseada neste paper acima, de 2007. Para ter acesso a ele, sem custos, clique no link abaixo:
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http://ajpendo.physiology.org/cgi/content/full/293/1/E327
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Para os interessados em se aprofundar nos conhecimentos sobre diabetes tipo II, resistência a insulina, obesidade e esteatose vale a pena ler-de-verdade o artigo. Iremos discutir este artigo na próxima turma de Tópicos, em 2009-2.
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Um erro recorrente na prova de 9 horas foi o pessoal assumir que músculo transforma glicose em ácidos graxos e assim forma suas reservas de TG. Não é verdade. O acûmulo de TG no músculo (esquelético ou cardíaco) se dá pelo uptake de ácidos graxos circulantes (seja na forma "livre" ou não). O músculo não tem a via de biossíntese de ácidos graxos.

Pontos extras (na média) de BioBio

Clique na imagem para ampliar
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Estes pontos são dos debates em sala (classes do MHL) e das votações na prova de V ou F.

11 de jul. de 2009

Correlação entre provas (9 Horas x Egle)

Clique na imagem para ampliar.
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Nota-se dois grupos de alunos. Os marcados pela linha vermelha, tiraram melhores notas na prova Nove Horas que os marcados pela linha verde, relativo aos resultados da prova da Egle. Isso pode indicar que um grupo da turma (os vermelhos) resolveu ralar mais (i.e., estudar) entre uma prova e outra.
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A nota média na prova da Egle (valendo 7,0 pontos) foi de 4,188 (n=75), ou seja 59,8% de 10 pontos.
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No caso da prova de 9 Horas, ajustada para 8,8 pontos (sem a SuperQ), a nota média foi 5,93 (n=74), ou seja, 67,4% de 10 pontos.

Turma B: Prova V-ou-F e seminários/blogs

Clique na imagem para ampliar
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Atenção: A nota média da prova de V ou F (não incluindo 0,5 extras dos questionários-MHL) foi de 6,14, contando as turmas A e B.

Turma A: Prova V-ou-F e seminários/blogs

Clique na imagem para ampliar

9 de jul. de 2009

Prova de 9 Horas - NOTAS !!

Notas dos blogs e seminários

Oi pessoal
Vejam as notas do blogs e dos seminários.
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Parabens aos grupos Diabetes e Extremos pelas notas máximas !
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Cada aluno tem uma nota individual, que é uma percentagem da nota total do grupo. Postaremos em breve as notas individuais.

Mais fotos de BioBio 2009-1

Monitoras Chefe de BioBio - Rê e Ana.
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Grupo Neurotrasmissores e o monitor Gabriel (acima)
.Grupo Radicais Livres (acima)
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Grupo Extremos e o monitor Felipe (acima)
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Monitores de BioBio, 2009-1

7 de jul. de 2009

Sobre a prova de NOVE horas

Oi pessoal de BioBio,
Sábado passado, dia 4, eu e os monitores fizemos a pré-correção das provas de Nove Horas. Foram 37 exames. Das 6 questões de bioquímica da prova, 5 foram pré-corrigidas naquele dia. A SuperQ, entregue por email dia 3, foi corrigida no final de semana.
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Ontem iniciei a revisão da correção das provas. Ou seja, cada prova está sendo corrigida uma segunda vez - agora, apenas por mim. Muitas notas preliminares tiveram aumento de mais ou menos 10% em relação a sábado (o percentual variou de prova para prova, em dois casos a diferença foi negativa).
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Ainda falta olhar para a Q3b (21 duplas fizeram esta questão optativa). De forma geral, vocês estão indo bem. Lógico que há duplas indo MUITO bem, e outras nem tanto - são pessoas que nitidamente não estudaram e ainda não sacaram a "lógica do metabolismo".
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Pretendo terminar a correção até amanhã. Porém só iremos liberar as notas DEPOIS da prova de V ou F. As notas de cada prova estarão disponíveis aqui no blog de BioBio.
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Lembrando: a prova de 5a feira, dia 9, será no mesmo local onde foi a Prova de Nove Horas. Vamos tentar começar as 9 da manhã. Haverá uma votação dos melhores blogs e seminários. Podem iniciar suas campanhas a procura de votos !

3 de jul. de 2009

Provas antigas de V ou F

Oi pessoal,
Estaremos postando aqui as provas antigas de V ou F para ajudar a vocês em seus estudos.
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Prova 20, de 2008-2 - clicar aqui
Prova 19, de 2008-1 - clicar aqui
Prova 18, de 2007-2 - clicar aqui
Prova 17, de 2007-1 - clicar aqui
Prova 16, de 2006-2 - clicar aqui
Prova 15, de 2006-1 - clicar aqui
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Gabarito da prova 20 - clicar aqui
Gabarito da prova 19 - clicar aqui
Gabarito da prova 18 - clicar aqui
Gabarito da prova 17 - clicar aqui
Gabarito da prova 16 - clicar aqui.
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abraços,
MHL e monitores
(ps: a imagem acima foi retirada da prova de 2008-2)

30 de jun. de 2009

Avisos importantes!

Olá alunos de Biobio!
Alguns recadinhos para vocês...

1) Está disponível HOJE a SuperQ da prova de 9 horas. No email coletivo da turma (biobiounb@gmail.com - a senha voces sabem qual é).

O prazo para entrega da SuperQ é sexta 03/06 até 19h! Vocês devem ler as instruções no documento da questão e enviar para (topicos_2001@yahoo.com - este email não tem ".br").

2) O prazo de entrega de todos os blogs é 6a feira (03/07), até às 12h!!!

3) A prova de V ou F será 5a feira (dia 09/06). Estudem!!

4) Trabalho de BioBex sobre Low carb versus diatebes. O prazo de entrega é segunda feira até o meio dia. Deve ser enviado para o email dos monitores (topicos_2001@yahoo.com - este email não tem ".br").

Abraços,
Equipe de Monitores de Biobio
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Para recordação:
Clique aqui para abrir a prova de 9 horas de 2009-1

29 de jun. de 2009

Monitores produzindo a prova de V ou F !

Clique na imagem para ampliar.
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Fotografia: MHL (23/06/2009)

24 de jun. de 2009

14 de jun. de 2009

NOTAS DO II Módulo- Prof. Egle

Olá alunos de Biobio!

Essas são as notas do II Módulo...

IMPORTANTE: Vale lembrar que a NOTA DA PROVA DO II MÓDULO e não a nota do módulo serve para vocês montaram as duplas pra prova de 9 horas, que será dia 30/06, uma terça-feira (no auditório 3 da FS).



(Clique na imagem para ampliar)


Não se esqueçam: as duplas devem ser compostas por alunos com notas que tenham diferença de 1,2 pontos no máximo na NOTA DA PROVA DO II MÓDULO.


Abraços,

Equipe de Monitores 1º/2009

26 de mai. de 2009

Datas de Apresentações!

Olá,
Estamos postando as datas das apresentações dos seminários de vocês, tal qual consta na ementa que vocês receberam. Mas relembrar nunca é demais né? Isso é para depois não ter desculpa. E vamos lá que os prazos estão chegando, todos ao trabalho. Hehehe.

Painéis

Data de Apresentação

Bioquímica do Colesterol, ácidos graxos trans e ômega 6/3

03/06/09

Corticóides e Hormônios da Tireóide

03/06/09

Bioquímica da Obesidade

10/06/09

Bioquímica do Exercício

10/06/09

Bioquímica do Diabetes

17/06/09

Bioquímica da Nutrição

17/06/09

Bioquímica do Envelhecimento

24/06/09

Radicais Livres, Antioxidantes e Ferro

24/06/09

Bioquímica dos Neurotransmissores

01/07/09

Extremos da Tolerância Humana

01/07/09



Abraços,

Equipe de Monitores 1º/2009

10 "Melhores Momentos" dos Blogs de 2008-1 e 2008-2 Selecionados por MHL

Olá,
O prof. MHL selecionou 10 "melhores momentos", por assim dizer, dos blogs do ano passado. Seguem como modelo de inspiração e espelho para o blog de vocês.

10 "Melhores Momentos" dos Blogs de 2008-1 e 2008-2 Selecionados por MHL 10 "Melhores Momentos" dos Blogs de 2008-1 e 2008-2 Selecionados por MHL BioBioUnB

25 de mai. de 2009

Dietas: controle, cetogênica, high fat e com restrição calórica

E mais uma vez, a "questão dieta" volta á tona, ao menos no meio de discussão científica de Tópicos. Dessa vez, o foco foi a resposta - basicamente em termo de pesos - dos corpos dos ratinhos a diferentes propostas nutricionais variando em composição calórica e calorias totais.
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Começa-se divindido-se grupos: 32 ratinhos foram separados em 4 grupos, sendo os estudos continuados por 8 semanas. A questão central era que cada um dos quatro grupos contava com uma dieta própria: uma controle, uma altamente gordurosa ("high fat"), uma cetogênica e outra com restrição de calorias. A dieta controle alimentava os ratos com uma quantidade calórica padrão, sendo as outras que variavam: a high fat e a cetogênica, na composição da dieta; a restrita, na quantidade de calorias, que se limitiva a 66% da dieta controle.

A dieta high fat e cetogênica merecem, por elas mesmas, mais comentários. Ambas contam como traço marcante a relação alterado de um grupo de alimentos em relação a outros: no caso da cetogênica, chama a atenção a quantidade reduzidíssima de carboidratos; no caso da high fat, a alta porcentagem de gorduras no total de alimentos ingeridos, sendo as gorduras por excelência os alimentos com maior teor energético.

Quem lê, logo que se lembra (otimismo de escritor, é claro) da dieta Atkins: poucos carboidratos levando a um estado de formação de corpos cetônicos no organismo, pelos baixos níveis sanguíneos de glicose e condensação de acetil-Coa nessas formas moleculares cetônicas de exportação de energia para órgãos altamente dependentes de metabolismo aeróbico. Há semelhanças; contudo, também há as diferenças. No caso da dieta cetogênica, o intuito da dieta é justamente a formação de corpos cetônicos, enquanto que, na dieta Atkins, a formação destes é mais consequência do que objetivo.

Os resultados das medidas corporais são avaliados: surpresa inicial, seguida de reflexão. Três das dietas do estudo contavam com a mesma quantidade calórica: contudo, a controle permaneceu com peso constante, a high fat engordou e a cetogênica emagreceu. Avaliando-se os resultados, contatou-se que a dieta cetogênica havia emagrecido tanto quanto a de restrição calórica! Ambas haviam perdido cerca de 20% de sua massa inicial, a custo de uma redução de 1/3 nas calorias ingeridas ou na redução brutal do nível de carboidratos ingerido (de cerca de 50% para aproximadamente 0.7%). O que resta responder é a pergunta: por quê?
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Um exame realizado no experimento pode ajudar com a resposta: a medição - indireta- do calor corporal dissipado pelos animais. Os exames permitiram chegar á conclusão de que o metabolismo nos cetogênicos estava aumentado em mais de 12%. A medida foi indireta porque não se mediu quanto de energia térmica foi efetivamente gerada: mediu-se, na verdade, os níveis de consumo de Oxigênio e produção de Gás Carbônico, calculando-se a energia liberada pelo total de O2 "queimado". Vale a pena ressaltar, contudo, que a medida de calor por si só não é perfeita. Energia térmica, no organismo, pode ser geradas por diversas vias além da metabólica comum, existindo como exemplo o processo de geração de energia pela gordura marrom e o de desaclopamento de parte da cadeia respiratória, usando-se termogeninas para produzir calor a partir do gradiente trasmembrânico de prótons na mitocôndria (gradiente esse que, normalmente, é desviado para a junção de ADP+P pela ATPsintase).

A outra questão importantíssima do artigo é a questão do que foi alterado na composição do animal para haver a mudança de peso. Verificou-se que somente os animais high fat haviam ganhado massa gorda - até aí, tudo ok. A questão é que, dos outros que haviam emagrecido, todos ficaram com a massa gorda inalterada. A mudança de peso que houve nos ratinhos de dieta cetogênica e restrita foi por diminuição de massa magra: nem uma grama de gordura desses animais foi perdida. Basicamente, do ponto de vista Bioquímica, o que pode se notar nessa questão foi a permissividade que os níveis elevados de carboidrato trouxeram para o anabolismo: a grande liberação de insulina permitiu a ativação (fosforilação) de enzimas sistetizadoras de lipídeos, que ao encontrar substrato suficiente para sua função, terminaram por aumentar a massa gorda dos animais. Nos outros dois casos, ou não havia glicose o suficiente para se ter uma relação insulina/glucagon propícia ao anabolismo, ou não havia nutrientes em coeficientes suficientes para se ter um efeito expressivo.

Observa-se, assim, que, no organismo, a questão não é tão simples quanto "x calorias trazendo o mesmo efeito de x calorias". O modo como essa energia é transportada para o corpo, e a interação desses dois componentes, é fundamental.
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Estêvão Cubas

21 de mai. de 2009

Como fazer um blog?

Oi pessoal!
Aqui é o Augusto, monitor/tutor de grupos "Só Blog". Aparentemente, a grande maioria de vocês tem dúvida sobre como montar um blog. Vou colocar nesse post uns tutoriais que podem ajudar vocês... Não estou tendo tempo para poder sentar com cada grupo individualmente e sanar as dúvidas de vocês.
A minha idéia é que vocês tentem como eu tentei, sozinhos. E se tiverem dúvidas, me mandem um e-mail para que eu possa, eventualmente, saná-las.
O que são tutoriais? Os tutoriais são guias que vão dar um passo-a-passo de como montar blog. Infelizmente, não existe um mega-hiper tutorial que ensina tudo, eles estão separados em pequenos tutoriais com assuntos específicos... De qualquer forma, seguem os links.
http://www.blogcatalog.com/search.frame.php?term=tutoriais+blogger&id=748c209a4d0e1a101820fd551534cbed
http://www.bloggersphera.com/search/label/Basico%20Blogger?max-results=20
http://www.blogtemplates.info/2007/06/dicas-e-tutoriais-para-personalizar-seu.html
http://www.blogcatalog.com/search.frame.php?term=tutoriais+blogger&id=a75f08f54603486b0e2a6b8a3b00ac75

Boa sorte com a montagem do blog de vocês, e espero que vocês se divirtam.
Abraços,
Augusto Arcanjo (monitor de grupos Só Blog)

18 de mai. de 2009

Memória e (alta) altitude

A última reunião de tópicos teve um método um pouco diferente: foram feitas 16 perguntas, distrubuídas logo no início da aula. Cada aluno ficou com uma pergunta, e, com base no que já tinha lido do artigo, a respondeu o melhor possível.
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O resultado teve seus prós e contras: por um lado, todos participaram, construindo um conhecimento relativamente mais abrangente; por outro, não houve a clássica discussão ( a "caça aos vieses"), cabendo uma parcela bem menor de responsabilidade aos alunos responsáveis por apresentar o estudo - justamente aqueles que mais sabiam. No fim das contas, houve acréscimo de conhecimento, sim, mas não houve aprimoramento da capacidade crítica.

O artigo, finalmente. Objetivo: " Investigar as mudanças comportamentais, bioquímicas e morfológicas depois de exposição a diferentes durações de Hipóxia Hipobárica". A Hipóxia (baixos níveis de Oxigênio) se caracterizou como Hiperbárica tendo como objetivo imitar altas altitudes: no caso, ao se imitar a altitude de 6.100m, uma baixa pressão foi necessária para refletir a realidade. Diversos ratinhos foram divididos em 5 grupos. Deixando-se um grupo para controle (em normóxia), os grupos restantes se diferenciaram pelo tempo em que foram expostos ás condições do experimento: 3, 7, 14 e 21 dias de exposição.

O que motivou o estudo foi a avaliação dos diversos efeitos da Hipóxia Hiperbárica (HH), principalmente tendo-se em vista o curioso efeito da HH sobre a memória espacial dos animais em questão. Através de análises por software, foi disponibilizada no artigo uma análise de um dos testes realizados pelos ratinhos.
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O teste consistia em deixar os animais em um "labirinto de água", sendo que, em todo o percurso, só havia uma plataforma oferecendo possível ponto de apóio. Os animais eram deixados em um determinado ponto do labirinto, sendo ajudados nos primeiros testes pelos cientistas; depois, o caminho devia ser feito exclusivamente pelos ratos. Vários testes destes foram realizados para cada rato de cada grupo, sendo feito em situação de HH ou em situação de normóxia. A comparação entre os diferentes testes é chocante: existe diferença absurda entre o grupo controle e os outros - enquanto estes pareceram sequer melhorar com o treino, aqueles aprenderam a realizar rapidamente o caminho, fazendo-o progressiva e mais eficientemente. Na figura disponibilizada, o traço característico do grupo de normóxia era reto, enquanto que os dos outros grupos dificilmente poderiam ser mais tortuosos.

A principal razão encontrada foi lesão celular: apoptose de neurônios nas áreas hipocampal, estriada e cortical. Essas áreas estão relacionadas com a memória espacial, movimentação e planejamento motor cortical. A apoptose é um tipo especial de morte celular: é a morte celular programada (no caso, mediada por caspases). No estudo em questão, as alterações verificadas se deveram, basicamente, ao estresse oxidativo presente devido á alteração do ambiente oxidativo. O estresse oxidativo (situação de preponderância de espécies reativas de oxigênio/nitrogênio em relação a mecanismos de proteção anti-oxidativos intrínsicos do organismo) foi verificado basicamente por espectrofotometria, e sendo avaliados entre outros a taxa GSH/GSSG, SOD, resultados de colorações de Nissle e identificação de células piknóticas (células com DNA fragmentado), análise de ramificações dendríticas e medidas de peroxidação lipídica. A medida de GSH/GSSG (relação entre glutationa reduzida por glutationa oxidada) teve como objetivo verificar o quanto do arsenal de glutationa reduzida - que neutraliza radicais livres - havia sido utilizado; a SOD também está envolvida em processos de neutralização de radicais livres, tranformando compostos altamente reativos em peróxido de hidrogênio (metabolizado, depois, pela catalase); a identificação de células pknóticas e das ramificações dentríticas teve como objetivo verificar o nível de dano a estruturas intracelulares, desde ramificações até mesmo material nucléico; e, por último, vem a análise da peroxidação lipídica, como avaliação do dano efetivamente realizado pelas espécies reativas á superfície celular. Várias medidas de diferentes compostos também foram realizadas avaliando-se a composição do sobrenadante (parte de densidade específica em uma mistura após centrifugação) das áreas do SNC em questão.

Como era de se esperar, foi verificado dano devido á mudança do ambiente oxidativo intra e intercelular. A menor quantidade de Oxigênio teve como consequência uma quantidade insuficiente de receptores finais de elétrons no final das cadeias oxidativas de obtenção energia (afinal, o Oxigênio é esse receptor, que acaba se transformando em água ao receber os elétrons e prótons vindos de compostos metabólicos oriundos do Ciclo de Krebs). Com elétrons sem receptores no final dos processos, a reatividade do sistema aumentou, e os danos decorrentes das reações ocorridas trouxeram o resultado comportamental observado no teste do labirinto.

Um questão de relevância presente no estudo foi a progressão das sequelas e danos pelo tempo de estado em HH. Como se esperaria, de um modo geral quanto maior o tempo de exposição maior o dano decorrente dele, isso valendo para o dia 7 em relação ao dia 3 e para o dia 14 em relação ao dia 7. Contudo, os efeitos adversos começaram a diminuir no dia 21, ao invés de apresentarem danos maiores ainda que os verificados no dia 14. Isso se deveu, principalmente, a uma adaptação do sistema de defesa anti-oxidante para a nova situação apresentada, o que configura o início do processo de recuperação do organismo em relação á situação adversa apresentada.


Estêvão Cubas

4 de mai. de 2009

Doutor Varella

Alinhar ao centro (Um leve estímulo á Ciência brasileira)



Análises de estresse oxidativo

O último artigo de Tópicos (artigo do professor MHL!) veio falar sobre estresse oxidativo. E o que é estresse oxidativo? Estresse oxidativo é, por definição, uma quantidade excessiva de radicais livres - quantidade essa acima da capacidade de neutralização feita pelos mecanismos de defesa do corpo. Os radicais livres (basicamente espécies reativas de oxigênio e nitrogênio) se caracterizam por serem elementos altamente reativos, dispostos a reagir com praticamente qualquer outra estrutura a fim de ganhar estabilidade. Até aí, sem problemas. Os problemas começam justamente quando se pára para pensar em quais estruturas podem ser alvo desse "ataque para estabilidade": lipoproteínas da membrana plasmática celular, fosfolipídeos da bi-camada citoplasmástica ou de lisossomos, ácidos nucléicos... É tendo em vista esse potencial dano que o corpo apresenta seus próprios mecanismos tanto de reparo de estragos quanto de neutralização dos agentes reativos, sendo que, em situações de normalidade, 99% dos efeitos causados conseguem ser revertidos.
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Até então, situação ótima. Mas os organismos nem sempre atuam em normalidade: por diversas vezes, somos expostos a situações em que esse equilíbrio pode ser substancialmente alterado. Um exemplo (abordado em um dos painés sobre radicais livres do semestre passado - inclusive de autoria deste que vos fala) é o estresse oxidativo pós-isquemia, onde a inundação de sangue em tecidos deixados por um tempo sem perfusão traz uma inundação de oxigênio, tendo como consequência um número grande demais de espécies reativas desse composto, que afeta as estruturas agora oxigenadas. E é justamente essa idéia que está presente não só em procedimentos cirúrgicos, mas em diversos fatos da natureza.
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Tomemos como exemplo a hibernação de diversos animais, como, por exemplo, de esquilos (o que também foi feito pelo artigo). Esses animais, durante os períodos em que ficar em ritmos metabólicos normais seria insuportavelmente difícil, entram em uma depressão metabólica. A demanda metabólica geral passa a ficar significativamente reduzida, por uma menor atividade de todos os tecidos, e o consumo de oxigênio, como consequência, também diminui. Então, em determinado momento, esses animais saem da hibernação. O O2, "entrando em cascatas pelas narinas agora sim abertas com todo seu potencial", passa a estar presente em valores bem acima do que até então estava presente, e a questão do estresse oxidativo surge. Surge, mas onde surge? É essa pergunta que o artigo vem responder.
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Foram analisados esquilos do Ártico coletados em três diferentes anos: 1999, 2000 e 2002. Desses animais, foram feitas análises procurando marcadores bioquímicos de estresse oxidativo no tecido adiposo marrom, no fígado, e no córtex cerebral. Além disso, tentou-se avaliar (mas sem resultados conclusivos), o efeito de aplicação de ascorbato oxidase no estresse oxidativo observado (a ascorbato oxidase age sobre o ácido ascórbico - vulga vitamina C, que tem atuação anti-oxidante). Como modelo de comparação para valores referenciais, utilizaram-se ratos, espécie que é bem conhecida, com valores de marcadores de estresse oxidativo bem estipulados. Colocados em baixa temperatura (que foi adaptada para esquilos em hibernação e ratos em condições normais), os animais foram avaliados quanto á valores de peroxidação lipídica, carbonil, e índice Glutationa oxidada\Glutationa reduzida, expressando o total de espécies reativas neutralizadas.
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Os esquilos estavam divididos em três grupos: acordados, durante a hibernação, e em transição (voltando para níveis metabólicos normais: acordando). A análise dos indicadores permitiu avaliar o nível de estresse oxidativo presente em cada situação. Dos tecidos analisados, somente o tecido adiposo marrom mostrou variação significativa - o que faz todo sentido: envolvida com a produção de energia, as células da gordura marrom apresentam processos metabólicos oxidativos intensos, com consequentes altos níveis de, por exemplo, carbonil, verificado no estudo. E em que situação: animais acordados, hibernando ou saindo da hibernação? O estresse oxidativo foi verificado mais intensamente nos animais em transição, saindo da hibernação - o que, outra vez, faz todo o sentido: nos outros dois estados, havia equilíbrio entre mecanismos de proteção e espécies reativas.
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A discussão do artigo levantou vários pontos, sendo a maioria relacionada com a preocupação da influência de métodos sobre resultados. As principais foram se a anestesia não teria influenciado, em certa medida, os resultados encontrados (somente foi aplicada anestesia, para efetuação da biópsia, em animais acordados); e se o fato de se escolher uma espécie tão diferente quanto os ratos, e ainda em temperatura ambiente da dos esquilos, não teria sido significativo.
Como curiosidades, dois fatos marcantes: a descoberta de que, pela mudança de latitude e longitude, pela mudança de ambiente e pelo estresse psicológico do processo, 1\3 em exames de laboratório que deveriam estar hibernando não estiveram: um fenômeno conhecido como sazionalidade, que afeta grande número de pesquisas relacionadas com esse tema. A outra, e a mais marcante, é a de que o ácido úrico, também analisado como marcador, é um dos principais anti-oxidantes dos organismos que o tem como parte de seus processos metabólicos.

Estêvão Cubas